Morre Zuenir Ventura, ícone do Jornalismo e da Literatura Brasileira

O imortal da Academia Brasileira de Letras faleceu aos 95 anos no Rio de Janeiro, deixando um legado inestimável de coragem, ética e rigor na apuração dos fatos.


O jornalismo e a literatura brasileira perderam um de seus maiores expoentes. Zuenir Ventura morreu aos 95 anos, no Rio de Janeiro, deixando uma lacuna irreparável na cultura nacional. O falecimento foi confirmado por familiares e repercutido com profundo pesar por amigos, leitores e colegas de profissão.

Nascido em Minas Gerais, Zuenir construiu uma trajetória brilhante marcada pela defesa intransigente da democracia e da liberdade de expressão. Como repórter, cronista e escritor, destacou-se por cobrir os momentos mais complexos da história recente do país.

Sua obra literária consolidou-se como referência obrigatória. O clássico 1968: O Ano Que Não Terminou (1988) e o contundente Cidade Partida (1994) redefiniram os padrões da non-fiction brasileira, unindo rigor jornalístico e sensibilidade estética. Tais méritos o conduziram, em 2015, à cadeira número 33 da Academia Brasileira de Letras.

Zuenir Ventura despede-se, mas sua ética profissional e seu texto refinado continuam vivos como bússola para as novas gerações de comunicadores.


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